Segunda-feira, 4 de Maio de 2009
o fim deste blog
muito obrigado a todos que perderam algum tempo lendo essas intermináveis histórias.
Domingo, 1 de Março de 2009
interludio em NY, paris, veneza...
essas fotinhos eram soh para enganar bobo; na verdade eu soh fui para las vegas mesmo, hehe. seguindo de onde parei, o chris tinha uma viagem de trabalho pro texas; acordamos cedo e ele me deixou na parada de bus, onde peguei o mesmo bus vazio para o centro de LA e caminhei algumas poucas quadras (o que levou quase 40 minutos - as quadras sao incrivelmente grandes) ateh a estacao de bus da greyhound. como todo mundo sabe, a greyhoud eh provavelmente a pior empresa de transporte do mundo desenvolvido e, nos eua, soh a galera muito necessitada se se submete a esse terrivel suplicio.
o terminal eh pior que qualquer rodoviaria do brasil; eu diria ateh que parece mais com um banheiro de rodoviaria. o staff eh extremamente mal-humorado. comprei a passagem (alem de tudo, cara) para o proximo bus, que saia em uns 20 minutos, e fiiquei esperando sentado, numas cadeirinhas sujas e desconfortaveis. achei estranho que a galera estava fazendo fila para o portao antes mesmo de o bus estacionar. quando abriu o portao, ainda uns 5-10 minutos antes da hora marcada para a partida, todos os passageiros (que traziam grandes violumes de caixas de papelao e sacolas de polastico e lona) comecaram a se acotovelar e entrar a qualquer custo na plataforma. eu esperei um pouco, me levantei e fui ateh a entrada, mas fui informado de que o bus, para o qual eu tinha a passagem, com horario bem definifo e tudo, ja estava lotado e eu teria que espear o proximo em duas horas e meia. overbooking num bus de galinhas, incredible! como compensacao, a empresa nos deu um voucher para uma gororoba na cafeteria, da qual a melhor parte era sem duvida a garrafinha de coca-cola que vinha no pacote.
dentro do bus, ja em movimento, o barulho era incrivel. nas ultimas tres fileiras de assentos, havia uns 5 ou 6 afroamericanos peso-pesado falando em alto volume, discutindo e brigando, num tom de voz de rapper. devia dar para ouvir ateh fora do bus... depois de umas tres paradas em mcdonald'ss e burger kings (ateh isso eh chinelo num greyhound; eles fazem a galera comer aquele cafe da manha gorduroso - o motorista ganha como comissao grandes mcmeals..) e ja umas quase 4 horas de viagem, fomos comunicados que havia uma tempestade de areia no deserto a frente, e talvez tivessemos que esperar um par de horas, mas por fim conseguimos passar e deu pra ver os tufoes de areia no deserto, que fazem pensar sobre o que leva a construir uma cidade tao grande num lugar tao inospito.
alem daquelas estimativas sobre quantos rios tiveram de ser desviados, quantas cidades poderiam ser abastecidas com aquela quantidade de energia, etc, uma simples voltinha de carro pelo strip de vegas basta para deixar claro que essa cidade eh o apice do delirio americano. em las vegas tudo eh extremamente exagerado. as construcoes, desde gigantescas piramides a palacios romanos, passando por paris e veneza sao tao vistosas e elaboradas que torna impossivel escapar do kitsch. depois comentos sobre algumas delas. o fato eh que o proprio conceito dessa cidade e a forma de diversao que ela representa eh de uma extravagancia bem pouco racional. "vegas is fun" esta ponta da lingua de qualquer americano (claro que ha excecoes) e a cidade faz por merecer o apelido de lugar do pecado (sincity).
os 'adultos', pais de familia, vao para vegas para apostar (e, inevitavelmente, perder dinheiro); os jovens vao para as festas e nightclubs, famosas pela 'selvageria'. varios grupos de amigos que vao, por exemplo, para as despedidas de solteiro, vestem camisetas com o slogan da cidade "o que acontece em vegas fica em vegas", e de fato acontece bastante coisa...tambem ha dezenas de mini 'capelas' que funcionam como registro civil para casamentos-relampago, montanhas russas, etc. pela natureza das suas atividades, vegas tambem atrai uma infinidade de junkies, mendigos e criminosos profissionais (eh um dos poucos lugares dos eua onde ocorrem assaltos a mao-armada, e batecao de carteira eh fato cotidiano ha apenas algumas ruas do strip).
voltando as minhas aventuras e desaventuras, cheguei em las vegas no terminal da greyhound, que fica perto da fremont st. e do albergue onde ja tinha reserva. caminhei umas 5 ou 6 quadras pela fremont st, que eh o inicio de las vegas, o velho strip, onde os cassinos agora parecem lojas de 1.99 comparados com os concorrentes do 'novo' strip. para tentar reviltalizar essa area, eles instalaram o maior telao do mundo, que eh a cobertura de duas quadras da rua, com mais de 200 metros de cumprimento. depois dessa quadra, a rua eh bem barra pesada; tem varias pessoas bebadas, pedindo dinheiro, proferindo insultos verbais e, como fui informado depois por uma vitima no albergue, assaltando os transeuntes. eh uma tipica rua americana de decadas passadas, com um ar decadente e deprimente.
o albergue, contudo, era legal e, para os padroes locais, barato (20 usd, com cafe-da-manha). tb tinha piscina, cozinha e internet a precos exorbitantes (o acesso a internet nos eua eh absurdamente caro, pq quase todos os albergues, restaurantes, cafes, locais publicos, tem wi-fi e todo mundo leva o notebook a tira-colo). fiquei bastante surpreso tb com a quantidade de mochileiros, viajantes estrangeiros e tudo o mais. tb tem alguns americanos jovens, com trabalhos temporarios na cidade, que moram no hostel. uma coisa interessante que vi la pela primeira vez (e depois vi de novo no hostel de san francisco) eh o esquema de janta pre-paga: algum chef, ou aspirante, se nstala la e informalmente cozinha para todos que se candidatarem por 5 usd por cabeca, sempre um menu com algumas opcoes de entrada, prato principal, etc. o rango eh bala e eh a comida mais barata possivel nos eua. o bicho!
sobre as minhas atividades em las vegas, no dia que cheguei nao fui mais longe que ateh fremont street ver o tal telao gigante funcionado; depois fui dormir pq ainda tava sequelado das festas em los angeles. no dia seguinte fiquei a manha inteira em funcao de uma caixa que tava mandando pro brasil, depois fui caminhando ateh o strip, que no mapa parece perto mas eh uma eternidade. na noite sai com uma galera do albergue, mas fomos num bar perto, que nao tinha ninguem e a cerveja era cara, etc. fui o primeiro a desertar.
no dia seguinte comprei o tkt de bus pro strip, que vale 24hs e vai da fremont st ateh o las vegas boulevard. eh tipo um bus de turismo, de dois andares, que vai e volta numa linha quase reta e os motoras vao dando explicacoes basicas sobre alguns dos pontos turisticos (cassinos) e fazendo piadas prontas (mas tenho que admitir que alguns deles eram bem engracados). sobre essas grandes atracoes - a unica coisa que tem para fazer em vegas - para mim elas representam o apice do delirio americano.
entre outros cassinos, fui ao venice, que alem do cassino tem canais com agua e mais gondolas que em veneza (e tambem mais turistas dispostos a pagar -o vale- para andar de gondola dentro de um cassino no meio do deserto), alem de grandes replicas do palazzo ducale, a coluna da praca sao marcos, etc, e muitas lojas, vendendo todo tipo de mercadorias; apesar do grotesco e do quase absurdo, eh um dos mais bonitos e seria quase de bom gosto se nao estivese em vegas. o caesar's eh uma enorme construcao romana, bem menos realista e mais fantasiosa, com muitas lojas, alem de um espetaculo mecanizado cheio de gelo seco e muito mal gosto. o luxor eh uma piramide de vidro, com esfinges e todo o arsenal egipcio, que deixaria as dinastias de tebas, menfis ou alexandria enfurecidas com a 'unificacao' do tema; tb tem algumas lojas, mas provavelmente menos de 100; a atracao maior eh o cassino mesmo. o treasure island ja nao tem nada de interesante, alem de lojas, mesas de jogo e um show que comento alem. no mais, tem um cassino irlandes, um com tore eiffel e boulevard des etoiles, o mgm, dos estudios, e outros tantos, todos gigantescos. tudo muito artificial, com pouca personalidade, e voltado para o consumo. de qqr forma, tem tanta coisa la que da para passar o dia inteiro caminhando, mesmo que depois de um tempo tudo comeca a parecer igual.
no outro dia tambem fui a um outlet shopping mall, onde comprei varias coisas que nao precisava e gastei mais dinheiro do que devia soh porque tudo era extremamente barato. na noite, acabei saindo com uma galera inusitada que conheci no albergue: um professor de escola americano, muiuto gente boa mas que era absolutamente slow e parecia ter problemas serios de cognicao - ese cara tava morando no albergue -, uma italiana e uma alema, as duas tinham morado na california num programa tipo work holliday, trabalhando como babas e acabaram se encontrando la por acaso. para meu total constragimento, nao lembro do nome de nenhum dos tres.
saimos no caro do americano e em menos de dez minutos ja estavamos completamente perdidos, na highway que saia de las vegas. o cara, querendo dar uma demonstracao de habilidade para a italiana, com quem tava rolando uma historia, nao quis seguir a minhas direcoes e nao tinha a menor orientacao na cidade, apesar de morar la. fomos direto para o treasure island para ver um showzinho de piratas e etc, com varios efeitos e atrizes e atores seminus. lembrava o estilo broadway, e ateh era bonzinho. depois fomos ver o show de agua do belvedere, numa fonte gigantesca e com uma musica a uma onda acustica da pura poluicao sonora. apesar de a ideia ser fazer uma noite forte, acabamos nao encontrando nada e fomos tomar uma cerveja e jogar no new york new york. todo mundo perdeu toda a grana que se prestou a gastar (no meu caso, o maios mao-de-vaca de todos, apenas dez dolares). ah, nese dia o the police tava tocando em las vegas, naquele tour com formacao original, mas o ingresso disponivel era de 150 usd e acabei nao me pilhando. ficamos por ese casino, numa noite fraquinha, depois voltamos, tomamos umas cervejas no hostel e assim foi.
na manha seguinte acordei no quarto alheio e sai de fininho, arumei minha mochila e me mandei pro aeroporto. tinha aranjado uma carona pelo craigslist mas na ultima hora o cara me deu o balao, e preferi pagar um pouquinho mais para evitar um greyhound bus. o check-in nesse aeroporto foi uma tortura infernal. depois de3 revistarem toda a bagagem de mao, removerem todos os liquidos (dai a dois passos tem uma lojinha vendendo agua mineral, ja que confiscam as garafas na entrada..) e fazerem varias questoes, os passageiros seguem, sem sapatos, nem cintos, etc, ateh uma porta de vidro que abre de um lado, depois fecha (deixando apesoa presa la dentro por alguns instantes) e abre do outro lado. depois disso, fui 'selecionado' pela companhia aerea para uma inspecao incluindo raio-x e ser completamente coberto com um spray de gases desconhecidos (ou pelo menso eles nao explicam o que eh..). eh humiliante e revoltante. a unica parte legal disso tudo eh que na fila para os procedimentos rola uam arriacao afu nos funcionarios do aeroporto, na paranoia dos gringos etc. e quanto a isso eles nao falam nada, talvez porque ja estejam acostumados. nesse interim, presenciei um abuso de autoridade repulsivo: um ofical gordo comandou a um senhor barbudo (era bem americano, mas tinha barba) que tirasse seus oculos por causa do detector. o car era tao imbecil que acabou deixando cair o oculos e pisoteou-o, depois negou tudo e na car dura aliciou os outros oficais a negarem tudo tb. eu fui o unico que me propus a depor como testemunha, mas o cara acabou preferindo deioxar assim mesmo.. deixei las vegas bem contente de estar indo embora.
nas fotos acima, o new york, nem york; um lugar que nao sei o nome; o venice; abaixo, no showzinho do treasure island, depois o luxor.
Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009
tocando o horror em LA
LA eh um daqueles lugares que o cara soh vai de livre e espontanea vontade se tiver parceiria para visitar mesmo, mas conhecendo alguem la a cidade pode ser surpreendentemente legal. o chris mora em santa monica, que nem eh bem los angeles (a megalopole eh extremamente horizontal, espalhada por uma area vastissima, toda cortada por gigantescas ligacoes viarias - eh a maior cidade da california, segunda cidade dos eua e o centro da cultura do automovel; depois comento o assunto com um conto de viagem). no caminho, passamos no trampo do chris, em marina del rey, onde ele tinha que buscar um papel e me levou para um 'tour' das instalacoes. impressionante. na copa, alem do tradicional cafezinho, tem tres geladeiras de rango e bebidas, incluindo cerveja gelada, champanhe e spirits. no mais, o escritorio eh espacoso e todo ecologicamente correto. a empresa eh exatamente uma subsidiaria de um grande escritorio de engenharia, que se ocupa apenas de projetos de aproveitamento/maximizacao de recursos, tanto em predios novos como em reformas de alguns antigos (entre os clientes, a opera de sidney, varios arranha-ceus de nyc em reestruturacao, etc).
a casa do chris fica numa rua tranquila de santa monica, tipo um edificio/condominio onde cada unidade tem entrada separada e por fora nem parece muito eua; lembra mais um edificio antigo do brasil. na chegada conheci um dos roommates (nos eua se diz roommate para qualquer um que divida casa, ape etc). o cara era meio estranho, e a primeira pergunta, imediata, foi; 'quanto tempo vai ficar?', mas pelo menos ele cumprimentava etc (apesar de ser uma figura rara; passava todas as noites jogando videogame ateh as 11 em ponto, sozinho ou com algum amigo, e depois ia dormir; dai eu podia assumir o sofa tranquilo). o outro, vi umas 4 ou 5 vezes mas ele sequer me deu oi ou questionou minha presenca na casa (ele eh o unico que tem banheiro no quarto e, ao que parece, sempre que entra em casa vai direto ao quarto, se tranca, e soh sai para a rua direto - me pareceu um daqueles tipos que cometem assassinatos em massa...). a casa foi arranjada no craigslist e, ao que parece, as coisas funcionam assim, embora ninguem va muito com a cara dos outros.
acabamos indo de novo no mesmo lugar em sta monica main st, ja que descobrimos o 'segredo' de entrar de graca na festa. por telefgone, acabamos combinando de encontrar la uma mina que tinhamos conhecido no dia anterior, que foi com umas amigas. depois da festa fomos comer tacos na rua (tambvem em termos culinarios a california eh uma continuacao do mexico, soh que com os precos multiplicados por 4 ou 5). nessa noite o chris se deu bem e eu nem tanto, mas como sempre valeu a noite. como a galera nao esta acostumada a ser social la, qualquer um que chegar falando com todo mundo acaba conhecendo uma galera; por isso, tocamos o horror; o chris dissse que eu dou sorte pra ele, mas na real eh soh chegar pra conversar que nenhuma mina ignora.
no outro dia fomos pra praia de novo e encontramos umas amigas do chris, a dana e outra q nao lembro o nome, com quem demos uma banda pelo centrinho de santa monica - um walking mall (ou shopping ao ceu aberto) - comemos sushi, etc. la tb fui atacado pelos coroinhas da cientologia, que apresentam um questionario e depois te levam para ver um video de doutrina. eh bizarro, mas a parada eh forte nos eus, principalmente LA. as minas nos deixaram em casa e na noite seguinte combinamos de sair com elas. nessa noite, fomos, soh nos dois, a holliwood, mas nao pudemos entrar em nenhums dos bares mais cool, pq o preco eh exorbitante, tem um dressing code, listas de convidados, etc. fomos a um barzinho legal, mas nada de especial e extremamente caro. foi legal pq fiz um city tour de carro por holiwood, beverly hills, etc..
no outro dia era segunda, o chris tinha que trampar, e eu fui conhecer o centro de la. fui de bus, que, como todo mundo sabe, eh um transporte pouco usado na california. mas eu nao poderia imaginar que era tao pouco! em uma viagem de quase uma hora de sta monica ateh o centro, eu era o UNICO passageiro por meia hora, depois entraram mais uns e no final eram 4 ao todo! parece piada, um bus com quatro pessoas. na volta, pelas 1730,18hs, horario de pico (inclusive a trip durou quase duas horas por causa dos congestionamentos), mai sim o bus tava quase cheio (com isso quero dizer quase todos os assentos ocupados, obviamente ninguem em peh..). pior que parece que eles tao tentando fazer a galera usar o transporte publico mesmo; esse bus eh barato, zerinho-bala, eqipados com rack pra bicicleta (gratis), os motoras sao extremamente simpaticos, e as rotas sao bem uteis. o unico problema eh que todo americano eh acostumado a ter carro e ninguem quer usar o bus..bem, o centro de LA eh um lugar surreal, mas surreal mesmo. passei umas 3, 4 horas caminhando por la e tive a seria impressao de estar em um filme de ficcao cientifica. era um dia de semana e as ruas estavam totalmente desertas. simplesmente nao se ve gente a pe. passei por umas duas pracas, bonitas, estilo americano, revestidas de granitos, com fontes e esculturas, e em cada uma delas nao devia ter mais de 5 pessoas. eh cheio de arranha-ceus e parece que a maioria deles eh auto-suficiente, com cafes, restaurantes, etc, entao ninguem sai na rua. nem muitos carros tinham passando. a impressao que tive eh de que esta todo mundo trabalhando, trancado nos predios, e as ruas, centenas de metros abaixo, sao simplesmente abandonadas. no mais, algo que ja tinha notado em san diego, eh dificil de ser pedestre, pq as ruas nao sao feitas para pessoas atravessarem e, embora haja calacadas, elas sao vazias e levam invariavelmente a lugar nenhum.. weird...
bueno, voltei pra baia e nesse dia primeiro saimos com um amigo do chris que veio na baia; o cara tinha perdido o pai na semana anterior e tava meio mal; dai saimos pra conversar, tomar uma ceva, discontrair um pouco; o cara era extremamente gente-boa. dep[ois a namorada dele ligou e ele foi encontrar ela num outro bar e a gtente foi encontrar a dana e a amiga dela, q nunca mais vou lembrar o nome pelo jeito, hehe. fomos num barzinho intimista, bem style, e tomamos uma cerveja de 39 dolares meio litro, a convite do chris (se ano eu nao pagava, hehe). depois fomos pra casa dessas minas, o que foi algo de impressionante. ja tinha pegado carona com elas no dia anterior e passamos quase uma hora procurando o carro, que elas nao tinham a menor ideia de onde tinham deixado (los angeles tem edificio-garagens publicos espalhados por toda a cidade, e entramos numa meia-duzia em sta monica nesse dia). dessa vez perguntamos onde era a casa delas e elas tb nao tinham a menor ideia; a mina soh sabe dirigir usando o sistema de navegacao por satelite do carro. eu fui dirigindo (pq o chris ja tem um drink&drive e o segundo eh cadeia) seguindo elas e foi um terror, total discordenacao.
na volta, chegamos na baia e nos dois arrumamos as malas; dia seguinte o chris tinha uma viagem de trabalho pro texas e eu seguia o meu caminho..
nao consegui por a legenda nas fotos pq elas nao tao aparecendo no meu painel; qdo puder explico elas..tentei de novo e nao consegui, pq nao posso abrir o blog daqui. a siria tem censura na internet...
ok, fotos: centro-'fantasma' de LA; festa com minas aleatorias; eu com as amigas dana e outtra que nao lembro o nome; duas do por-do-sol na praia de santa monica; eu e o chris numa foto surrealista embaixo do pier de santa monica (onde ocorreu algo inusitado: como era escuro, levantei meus oculos na cabeca, qdo sai de novo no sol do outro lado, tinha uma diarreia de passarinho na lente, e meu cabelo estava intacto; curioso, nao?); uma rua de sta monica.
Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008
living the american dream: mais uma historia inacreditavel
bueno, para ir ateh los angeles, entrei no site e postei um anuncio pedindo carona. recebi tres respostas: um cara me ofereceu me deixar num suburbio longe de onde eu ia; outro pediu 30 bolores e disse que sai do centro de san diego; uma mina me escreveu dizendo que podiamos combinar. liguei pra ela, e ela disse que podia me buscar na casa do felipe (era caminho) e me deixava perto de santa monica (onde mora o chris), mas queria os mesmos 30 dolares. de qqr jeito, achei mais negocio do que pegar um tyrem por 25 e ter que fazer o felipe me levar ateh a estacao e o chris me buscar na outra. combinamos um horario e eu fiquei esperando na frente do condominio, sentadinho num banco com a minha mochila. considerando as possibilidades de uma carona arranjada na internet, com uma mulher viajando sozinha de quem nao tinha a menor referencia (quer dizer, soh sabia que ela trabalhava no union tribune, o jornal de san diego, por causa do email), estava esperando uma senhora rechonchuda num buick banheira-style.
enquanto estava ali sentado, passaram alguns carros. de repente, um me chama a atencao, uma loirosa muito gata, tipo californiagirl-coelhinha-da-playboy, passando devagarinho numa bmw conversivel zerinho. quando vi que ela estava olhando e comecou a parar, eu mal podia acreditar... me apresentei, meio sem jeito e dei uma primeira mancada de pobre: pedi para ela abrir o porta-mala para botar a mochila, mas era uma bmw de capota rigida retratil... envergonhado, instalei minha bagagem (imunda de tantos bagageiros de onibus + o bagageiro do rolph, o plymouth do alemao que era uma sujeira soh) no banco traseiro, de couro imaculado (o carro tinha menos de dois meses).
paramos no primeiro posto de gasolina, colaborei com a minha parte, mas ainda tava meio desajeitado: ela teve que encher o tanque (pq eu nao tenho a base do posto self-service), depois ela teve que ir pagar na lojinha de conveniencia (enquanto eu fiquei bem santado no banco de couro esperando) e ainda trouxe agradinhos para irmos comendo na viagem...
pegamos a estrada e eu fiquei mais a vontade para conversar um pouco. a mina tem 29 anos, trabalha no jornal mas nao eh jornalista, eh do marketing; tava indo para LA para encontrar um ex-namorado (e me disse que nem pretendia sair do hotel durante o findi..) e, enfim, disse que normalmente busca caroneiros para usar o carpool (nos eua, toda e highway - e essa eh a 101, por acaso - tem uma pista, bem a esquerda, onde soh podem trafegar carros com mais de um passageiro, sem limite de velocidade; o felipe ja tinha me explicado isso e ja tinha observado que esssa faixa normalmente eh vazia, mesmo com as outras superlotadas, pq normalmente cada um vai sozinho no seu carro mesmo..). isso significa, basicamente, que ela gosta de correr.
a viagem normalmente leva de 2 horas e meia a 3 horas, mas fizemos em uma hora e vinte; a mina descendo a lenha, 110 milhas por hora, e ainda ia falando no celular, anotando coisas numa agenda e dirigindo com o joelho. confesso que as vezes eu tava ateh meio assustado, mas foi excitante, parecia uma historia tipica de filme de holliwood - e eu tava indo pra la...
no mais, a estrada eh bonita, e pegamos todo o por-do-sol no caminho. entre outras coisas, passamos por aqueles emaranhados de pontes e viadutos futuristas da califa, que parecem cenario da gotham city do tim burton; depois uma planta de energia nuclear (que alguns chamam de titys, heheh), mais varias paisagens de mar. ela combinou com o chris onde ia me deixar e ele foi la me buscar; chegando la ele tambem nao acreditava que eu tinha conseguido esse 'achado' no craigslist.
pedi para tirar uma foto dela no carro, de recuerdo, e ela me respondeu: "you'll never forget california!". i guess not...
fotinhos da estrada e da kristen, minha 'motora', heheh
Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008
"garota eu vou pra california, viver a vida sobre as ondas..." -SAN DIEGO
a fronteira mexico-eua fica bem no centro de tijuana (e bem longe do centro de san diego!). fui caminhando ateh a imigracao, num caminho de pedestre todo sinalizado, que leva desde a avenida revolucion (ou sera constitucion? nao lembro), o 'strip' central, ateh as portas da gringolandia. acabei nem vendo uma imigracao de saida do mexico (o que me fez economizar os 20 dolares de taxa de partida, mas provavelmente significa que ainda estou no pais segundo os registros oficiais). depois de uma fila de quase meia hora, fui atendido por uma oficial simpatica, que me mandou voltar ateh um pre-posto de imigracao onde tinha que preencher uma ficha de entrada. la havia outra fila gigantesca, mas o cara que cuidava da fila, vendo que eu era estrangeiro, me chamou na cara dura, deixando umas 50 pessoas para tras.
nesse lugar, testemunhei uma cena palha, que reflete a falta de espirito dos 'parvenus'. o oficial que me atendeu era negro, e o que estava ao lado, de origem mexicana (ateh ai normal num pais de imigracao-ex-escravismo). embora tenham sido muito civis comigo (viajando com um passaporte europeu), os caras pegaram pesado com o senhor que tava no meu lado, um mexicano ja de bastante idade q nao falava ingles. perguntaram para onde ele ia, e ele respondeu algo tipo bathroom; dai ficaram dando gargalhadas e dizendo que o cara ia atravessar a fronteira para ir no banheiro, etc, mas tenho certeza que o cara que estava atendendo ele (officer ramirez) poderia perfeitamente ter feito a mesma pergunta em espanhol... voltei, nao precisei ficar na fila de novo, e a travessia foi uma barbada; sem perguntas, sem revisao de bagagem, nada.
ja tinha ligado pro felipe no dia anterior e combinado uma hora (relativa) para ele me esperar do lado de la. para quem nao conhece o felipe perrone, eh meu amigo desde que eu nasci mais ou menos. nossos pais sao amigos desde priscas eras (algo como meados do seculo passado) - nao que com isso eu esteja insinuando que sao velhos ou qualquer coisa do genero. eles sao como uma outra familia - quando eramos criancas, faziamos varias viagens de familia (road trips para o uruguai era o classico; e todo ano, ateh hoje, rola um natal paralelo uns dias antes ou depois do dia da familia 'oficial'. mas na real fazia tempo que eu nao tinha muito contato com o felipe, pq depois que depois que crescemos comecamos nos encontrar soh raramente nos natais ou uma ou outra janta de famiolia; e depois ja faz 5 anos que ele ta morando nos eua, sendo que nesse meio-tempo soh encontrei ele duas vezes no brasa. liguei para cele de um orelhao de moeda (sorte que tinha isso na mochila, acho que de el salvador ainda), combinamos um lugar e, em menos de 5 minutos ele tava la, com um chimas na caranga e tudo o mais. no caminho para casa, ainda passamos numa loja de brasileiros, onde ele comprou varios quilos de erva madrugada (ou barao, ou algo do genero) e bono de doce de leite pra gente fazer um lanchinho - recepcao de primeira.
a casa do felipe, em encinitas, no san diego county mas bem mais ao norte do centro, era irada; alem de ser num condominio baixado, tudo novinho, ele tava dividindo com um casal que tava completamente equipado, varias decoracoes de bali, aparatos estaile de cozinha etc. apesar do tempo que nao via ele, talvez um pouco pelo meu escalamento natural q estou desenvolvendo na trip, me senti muito em casa. tb finalmente conheci o famoso joel, o dog/filho do felipe, que acho que nao foi la muito com a minha cara, pq fiquei acampando no quarto deles (o joel foi dormir com o felipe na cama e eu fiquei confortavelmente instalado em dois colchonetes, mais dois sacos de dormir, no chao - mais confortavel que a cama de qualquer hostel). no mesmo dia que eu cheguei, tb vieram os pais da mina, que ficaram no sofa da sala; ou seja, lotamos a baia em um dia. tb cheguei num momento meio complicado pro felipe; ultimas semanas do semestre na facul, cheio de provas e trabalhos para entregar - ainda assim o cara se desdobrou pra fazer city tour comigo, sair na noite, churras, etc.
largamos as coisas na baia e fomos almocar num restaurante mexicano/americano (adaptado para os padroes extra-grandes+fat; confesso que achei o burrito um dos melhores de todos os tempos, melhor que os do mexico...); depois fomos num supermercado, onde caiu a ficha de vez que tinha entrado no primeiro mundo (america). alem da limpeza, ampla variedade de produtos e dos precos exorbitantes (pelo menos em comnparacao com os paises onde eu estava um pouco antes) se destaca o tamanho das porcoes. nos eua eh tudo tamanho familia, mais ou menos como no estereotipo. la compramos (o felipe comprou - eu mal podia ajudar a carregar; parecia visita oficial) ceva (uma grande caixa de budweiser) e rango para mais tarde (pizza congelada - nesse quesito me senti em casa, relembrando meus dias de pizza sadia 3 vezes por semana; soh que la a pizza congelada eh melhor). dai fizemos um city-tour pelo centrinho de encinitas (praia e arredores) e voltamos pra casa, porque o felipe tinha que estudar.
eu fui a peh ateh a praia, constatando o grande choque cultural que essa fronteira representava na minha trip: as ruas todas com canteiros ajardinados, bem-cuidados, enormes avenidas de varias pistas com asfalto de primeira e velhinhas passando dirigindo seus buiks cor-de-rosa: a verdade eh q ue os estados unidos, com crise ou sem crise, ainda vivem o american dream, e por mais que o mundo (incluindo eu e o meu pseudocomunismo, claro) possa criticar, eh impossivel nao admirar a maneira como os americanos vivem (tb nao estou diozendo que todo o mundo deveria viver assim, pq o planeta nao durava mais dez anos, mas va la..). completando a constacao, o fato de nao haver calcada no caminho - o pedestre (bicho rarissimo por essas pagas, principalmente na califa) tem que caminhar pelo meio-fio entre um belo jardim e uma avenida gigante com carros passando a milhao...
a praia era bem bonita, apesar de o dia nao estar dos melhores. na real cheguei na california achando que ia curtir um clima primaveril, mas descobri (primeiro o felipe me falou, no dia que cheguei, depois o ralph, e depois o chris) um dito popular que analisa o tempo na costa oeste por essa epoca: may-gray; june-gloom.. mas nem foi bem assim, acabei pegando varios dias bons na sequencia tb... depois de ficar um tempo olhando a praia (agua nem pensar, soh com roupa de explorador do polo norte) fui caminhando ateh um 'centrinho' de encinitas, ainda absorvendo o choque cultural. parei para tomar um cafe num lugar bacana e tava todo mundo usando notebook e wi-fi; depois passei por uma loja de veteranos de guerra com uma grande faixa na frente que dizia: 'nos tinhamos razaoi no vietnam' ou algo assim. fui voltando lentamente porque comecava a anoitecer. quase chegando de volta passei por umas quadras desportivas (2) com varias criancas jogando beisebol e muitos pais assistindo e torcendo, gritando, etc. o mais incomum de tudo isso eh que, ao que parecia, nao era nenhunha grande partida; soh criancas jogando num dia normal, e os pais levando muito a serio. voltei pra casa do felipe, q se nao me engano tava na aula, rangamos, fui dormir cedo.
no outro dia de manha, o felipe tinha que sair quase na madrugada pra trampar e eu obviamente fiquei bodeando. perto do meio-dia, com a carteirinha do felipe, fui fazer yoga no ymca a duas quadras da casa dele. o lugar eh impressionante: eh um super complexo desportivo ultraequipado para a pratica de quase qualquer atividade fisica imaginavel, que funciona como um clube, menos social e mais desportivo. apesar do estereotipo do americano obeso, me pareceu que a galera leva a serio a pratica de atividades fisicas, pelo menos no quesito estrutura.
nesse dia o felipe tinha uma aula de noite no norte de san diego, perto de oceanside, e aproveitei e peguei uma carona com ele para visitar o ralph e a maria, os pais da roxzana, minha amiga e ex prof de ingles, que eu tinha conhecido na visita deles a porto alegre. eles moram numa casa grande, bonita e espacosa, bem estilo americano, num bairro planejado que lembra os nossos condominios horizontais, mas nao eh cercado. trata-se de um grupo grande de casas, dxe dois ou tres tamanhos, no mesmo estilo e cores, com um conjunto de 'facilities' coletivas centrais, como um salao de festas, piscina, etc. as areas comuns sao administradas por uma comissao que controla manutencao, gastos, etc.
la, mais uma vez tive recepcao de primeira. fui instalado numa suite double deluxe e bem tratado com comida, cerveja e passeios. na primeira noite que cheguei la, a maria tinha uma reuniao de 'condominio' e o ralph me levou para conhecer o bairro; voltando, ficamos no jardim tomando heinikens (acho que eh reflexo da origem holandesa da maria; heiniken na casa deles eh a cerveja oficial) e trocando ideias, o que continuamos fazendo depois que a maria chegou.
nisso colecionei varios insights sobre a politica americana na visao dos residentes. o ralph e a maria me falaram sobre a dificuldade de ser republicano ed nao ter um bom candidato para votar e sobre os rumos da disputa - na epoca ainda o grande tema politico la - entre a clinton e o obama. ja tinha conversado sobre isso com o felipe, que nao vota la e se diz nao muito interessado em politica ou economia, mas tava fazendo na epoca uma cadeira na facul sobre o tema e me deu varias barbadas sobre as discussoes internas da politica dos eua (por que certos grupos defendem distintas politicas externas; questoes orcamentarias, etc). mais adiante ainda me hospedaria na casa de mais dois 'obamistas' - mas cada coisa a seu tempo.
dia seguinte, depois de dormir ateh tarde, escolher o cafe da manha de meu agrado (me senti meio over-escalado, mas a maria insistiu), eles ja tavam prontos para sairmos por um city-tour de oceanside. troquei de roupa e fomos. primeira escala no supermercado, para comprarmos uma caixa de cerveja para mais alem. la, apesar de ser uma loja grande, os meus anfitrioes conheciam todo mundo, uma sencasao confortavel de que tudo eh grande (um supermercado com todos os produtos imaginaveis) e ao mesmo tempo pequeno (pela forma como as cidades sao organizadas, em suburbios horizontais, dentro de san diego se tem a impressao de estar em uma cidadezinha do interior). depois fomos para o pier de oceanside, onde caminhamos ateh a praia e depois voltamos para almocar um fish & chips espetacular na marina. depois de uma volta de carro, retornamos ja no meio pro final da tarde e retomamos a mesa no jardim e as cervejas geladas. tb aproveitei os servicos para usar a internet, atualizar o blog etc. na janta, tele pizza sabor tudo! aham, eles simplesmente pedem todas as coberturas; irado.
mais uma noite de bom sono, e o felipe foi me buscar na manha seguinte, junto com o joel. deixamos o joel em casa e seguimos para... trabalhar! essa eh para os meus detratores, que acham que em todo esse tempo de viagem nuca desenvolvi atividade produtiva. o felipe trabalha/ socio na surfshot, o maior site de surf do sul da california, onde ele comecou tirado fotos (boletim das ondas) e agora eh gerente. a empresa tb tem uma revista (que, segundo ele me explicou, serve mais para promover o site, que eh o negocio principal) e cada novo numero alguem tem que fazer a entrega em todas surf shops, restaurantes de praia, etc. era o turno dele e fui escalado para ir junto. largamos o joel na baia, fomos buscar a van de aluguel, depois passamos na sede para buscar as revistas e comecamos as entregas, que incluiam basicamente todo o county de san diego. foi possivelmente um dos melhores dias de trabalho da minha vida, de chinelo, regata, incluindo almoco gratis (pago pela empresa) e city tour (foi a oportunidade que tive de conhecer o centro de san diego, que me pareceu bem legalzinho, tranquilo -- tb fui apresentado a varios bairros style e as praias mais famosas), alem de chimas no carro e tudo o mais.
na noite teve um churras na baia, com dois brothers do felipe de porto, andrei e silvio, muito gente boa, mas uma vizinha dele (que encontramos na tarde no condominio e que mora numa baia cheia de minas e disseram que queriam se integrar mais com os 'hot brazilian neighbors', heheh) q tb trouxe um amigo. ja fazia uns meses que eu nao via tanta carne e o churras foi de categoria. depois de comer selvagemente, tomar umas cervejas, ainda saimos na noite. o felipe nem tava pilhado, tinha que acordar cedo no dia seguinte, mas foi soh para fazer a parceria. fomos no carro do silvio (uma passateira style toda magalizada e com sonzeira) que nao bebeu pra ser o motora (nos eua a galera leva isso totalmente a serio, ateh porque a lei eh muito rigorosa com isso). o club era um lugar pretensamente superstyle, em lajolla, um bairro ultraburgues, mas nao era o bicho (nem o lugar em si nem a musica; muito menos os precos...); ainda assim deu pra se divertir e pelo menos um de nos quatro acabou nao indo dormir em casa.
no outro dia o felipe acordou cedo e eu fiquei dormindo. no fim da manha ele voltou porque tinha que levar o joel no veterinario (ele tava meio mal desde o dia anterior - talvez pq tinha um mala invadindo o espaco dele. ele parece que nunca foi muito com a minha cara..) e me deixou em ocean beach para passar umas duas horinhas. ob eh muito legal, nao tanto pelo mar-areia, mas pela vibe na praia e na avenida principal, com todo aquele feeling relax de san diego.
na volta fiz um rango para nos (o roommate do felipe tava em casa tb; deixou a esposa e a familia dela irem fazer compras e ficou vagabundeando , heheh); depois o felipe foi estudar e tinhamos combinado de surfar (no meu caso, molhar a prancha) no fim da tarde com um amigo dele que tava de passagem pela cidade. no final, um pouco antes da hora combinada, acertei uma carona pra los angeles e tive que ficar esperando. nos despedimos, o felipe foi surfar com o cara e eu fiquei esperando na piscina do condominio ateh a hora marcada pra minha carona.
nas fotos, uma lagoa/marina na area central de san diego; o felipe e o joel no condominio (era para ser uma foto de por-do-sol, mas fracassou); o ralph e a maria no pier de oceanside e nos tres na casa deles; eu e o felipe paleteando (primeiro uma foto do almoco, depois a van com as revistas); eu no pier de ocean beach, e um balao voando perto do condominio (vi esse mesmo balao dois dias seguidos, perto do por-do-sol).
nota explicativa
Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008
duas road trips na peninsula da baja california; de La Paz a Tijuana
de qqr forma, viajar num carro legendario desses eh muto irado. alem do conforto (no banco de tras eu ia dormindo inteiramente esticado) o carro eh um ima para fazer amigos: todo mundo para pra perguntar sobre o carro (a parte ruim eh que eramos parados em todas as barreiras policiais, a cada 100 metros, soh para os policiais verem o carro por dentro; nem pergutavam nada sobre bagagem, destino, etc, soh olhavam o carro, perguntavam ano, etc. (e no final da historia o custo de atravessar a baja de carro - mais de 1000 km - incluindo toda a diversao, foi menos que o da pasagem de bus la paz-mulege + mulege-tijuana).
alem do mais, a companhia do alemao tb valeu muito: o cara eh uma viagem. faz quase 20 anos que ta viajando pelo mundo, conhece qqr lugar q tu perguntar, mas diz que ainda tem muitos lugares para ir. agora tava indo proes eua porque conseguiu um trabalho numa plantacao de canhamo no norte da california, e foi sem o menor questionamento. enfim, o cara eh louco, eh impossivel nao rir muito com ele, pq ele sempre tem uma historia engracada, alem de estar sempre de bom humor.
